O partidarismo editorial da imprensa é normal em todo país do mundo. Aqui em Londres, por exemplo, tem jornais nítidamente de tendência Labour; outros, Tories. O The Independent, como o nome indica, se vende como isento de orientação partidária. O The Economist sempre toma partido em disputas eleitorais, tanto aqui quanto nos EUA, ou no Brasil.
A diferença é que a orientação é manifesta apenas nos editoriais e colunas op-ed. Para mim a notícia deve mostrar os fatos, vistos como são, com depoimentos dos envolvidos, não importando em que lado do espectro político eles estejam. E não importando a quem doa, desde que os fatos sejam reportados com fidelidade. Os editoriais, obviamente, atenuam ou ressaltam aspectos que se alinham com a orientação do jornal. Da mesma forma como eu e você o fazemos nas redes sociais.
Os leitores têm a opção de comprarem e lerem as publicações com as quais se sentem mais à vontade. Este é outro aspecto da liberdade de imprensa.